Soneto de devoção

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O amor que te devoto
É quase sempre um desatino
Com pureza de garoto
E um fogo libertino

Tem tempero mexicano
E um toque clandestino
Maturado ano a ano
Fermentado em bom tanino

Tipo um predador que ronda
Tipo a fé de um palestino
Certo como mar e onda

Certo como o meu destino
Minha vida é uma milonga
Tu, meu tango argentino

 

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