Meu escritório em 30 segundos

Pequeno tour pelo meu escritório, ao som de Tom Waits.

Recebi uma notícia tão boa, mas tão boa, que não estou me aguentando de felicidade! Espero que em breve eu possa trazer um comunicado oficial.

“There are things I’ve done I can’t erase
I wanna look in the mirror and see another face
I said never but I’m doing it again
I wanna walk away and start over again!”

Poker Face: O Rio, A Vida e o Ventilador.

É chegada a fatídica hora
De jogar tudo no ventilador
De colocar as cartas na mesa
A hora é sempre, é quando, é agora.
E o que a vida me deu?
Heróis.
Na mão, um par de ases
Diamante e Coração
A ansiedade agora corrói.
Mas a vida, ah, a vida
Logo no flop me fez iludir
Mostrou-me Valete, Rei e Rainha
Heróis
Espada, Coração e Diamante
Fizaram-me feliz o semblante
Não soube jogar.
Eu teria ao final um flush?
Hush, hush…
hush hush somebody’s calling my name
O amanhã trouxe
Sombrio turn
Now I’m not the same…
Mas a vida, me deu esperanças
Me deu coragem
E falsas lembranças
O Rei mente,
A Dama finge
Mas eu tenho meu par de ases
E a vida quis dar-me asas.
Decifra, ou sucumbe à esfinge!
Joga!
Joga alto!
Aposta teu sonho
Tuas escolhas
Não te encolhas
Sonha, joga, vive!
E joguei.
Com todas as forças, joguei.
E agora, o Rio se abre
Vim até aqui cantando:
Take me to the river
And wash me down
Mas no rio, amigos,
Não há Ases:
Há Valete de Paus.
Não fiz o meu jogo
E o mundo sorri.
É chegado o fatídico dia.
Eu caminhava sob um sol frio
Na mente, toda a poesia
Que agora transcrevo.
Não há mais fichas.
Já não acredito no Rei
Que Dama e Valete finjam
De minha parte, não fingirei
Não mais pedirei que alguém jogue
É hora de me levantar
Sacudir o smoking
Com a dignidade de um bom perdedor.
Hei de sair por onde entrei.
Passarei de cabeça erguida sem fitar o guichê
Na saída pretendo apenas tirar as mãos suadas dos bolsos
E descansar um minuto
Embaixo do ventilador.

7

Joana – O Minuto do Orvalho

Hoje recebi um exemplar do 2º Anuário da Nova Poesia Brasileira, onde, conforme eu disse aqui anteriormente, o poema que escrevi para minha filha Joana em agosto de 2015 foi publicado. Além da satisfação, da sensação de dever cumprido, recebi uma dose extra de combustível: o Certificado de Qualidade Literária, com direito à medalha!

Quero nesse post expressar minha gratidão à Literaria Academiae Lima Barreto/RJ e à Câmara Brasileira de Jovens Escritores. Ah, agradecimentos ultra especiais à minha filhota Joana, por me inspirar a escrever o singelo poema!

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Ponto. Agora, mais trabalho.

       Ontem à noite, coloquei o ponto final no meu segundo livro. Na verdade, esse era para ser meu terceiro livro, pois, de acordo com meus planos, meu segundo livro seria de poesias novamente: “As Prodigiosas Maravilhas do Século XXI” -um projeto um tanto quanto audacioso. Tão audacioso que vai ficar para um futuro breve, mas prometo concluí-lo ainda nesse século!

        Voltando ao assunto do ponto final, quem me dera fosse tão simples assim! Agora é hora de mais trabalho: revisão, edição, contrato, capa, etc etc. Espero conseguir conciliar tudo e continuar publicando mais poemas por aqui (digo, com maior frequência) e ainda arranjar um tempo extra para sacudir a poeira da minha Stratocaster e subir novamente em alguns palcos.

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Apelo

Hoje fui testar o novo velho equipamento que promete me acompanharWP_20160101_13_42_52_Pro em 2016, uma Olivetti Lettera 32, toda original (link na foto ao lado) e, para minha surpresa, acabei começando o ano com um poema/apelo. Achei justo guardar o poema (e por que não publicá-lo aqui?), por ser um pedido honesto, talvez cabeludo, mas nunca descabido. Sem mais delongas, segue o texto com meus mais sinceros votos de um Feliz Ano Novo!

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Palco

Quando eu subi no palco da vida
Não foi de destra nem de canhota
Tomei distância, vim correndo
Saltei e caí de cambalhota.
Desde então venho escrevendo
Esse drama, ora comédia:
Vitória, derrota, vitória, derrota…
Coleciono pouca glória,
Vitória, derrota, vitória.
Improviso em muitas cenas.
Derrota, vitória, derrota.
Não sei o quanto vale a pena
(AVISO: SPOILER)
Pois desde o começo eu sabia
Que na hora do Black Out
No aplauso da platéia
Na descida da cortina
Toda vida é uma tragédia.

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Ps: a ilustração que acompanha o post foi feita em caneta nanquim por Arthur F. Pádua, e faz parte do livro “O Busto de Adão e Outras Poesias!

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