Seja Sol

— Mestre, qual o segredo para uma vida plena?
— Simples. Seja como o sol.
— Mas mestre, não é tão simples assim. Como iluminar o mundo tão obscurecido pelos vícios? Como aquecer os corações de todas as formas vivas? Como desenvolver tamanha sabedoria e tão notáveis poderes?
— Tolo! De onde tirou tais ideias?
— Mestre, com todo respeito, o senhor acabou de exortar-me a ser como o astro rei!
— Pois então obedeça! Seja como ele! Seja como o sol!
— Oh mestre, colocai em termos mais práticos para esse humilde aprendiz!
— Prestenção: Quer uma vida plena? Seja como o sol. Levante cedo e faça o seu serviço.

Pré Venda: POEMAS CLASSIFICADOS

A intenção era difundir a literatura e fazer mais gente descobrir o gosto pela poesia.
A ideia era publicar poemas na sessão de classificados do jornal regional.
O editor aderiu. O público também!
Logo os #PoemasClassificados ganharam também as redes sociais.
Agora, viraram livro!

E é com muito orgulho que venho anunciar que está aberta a pré venda desse novo livro! E o preço é bom! Se fosse possível adquirir cada jornal onde um desses poemas coloriu a sessão de classificados, o investimento seria em torno de R$150,00. Mas isso é impossível. Ademais, o Grupo Editorial Letramento nos fez a gentileza de reunir todos poemas em um belíssimo exemplar que será comercializado pela bagatela de R$24,90!

Então tá fácil, agora é só clicar na capa do livro (abaixo) e reservar o seu exemplar!

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Abraços!

Bruno Félix

Responsabilidade

Tenhamos o mínimo de decência e patriotismo. Dizer que o mal do Brasil é o brasileiro, que na Europa os programas sociais funcionam porque lá moram europeus não vai mudar nada por aqui. Eles estão sendo educados há séculos, e nós, há poucas décadas. Urge nossa necessidade de educação. Patriotismo é olhar para os famintos e desalojados e dizer que sim, isso é problema meu. “Mas e quanto a essa vagabundo, sem educação alguma, esse bandido? A culpa é dele, ele que se foda, pois é um câncer da sociedade. Não é problema meu.” Pois eu estou aqui para dizer-lhe, meu caro compatriota, que está enganado. É problema seu sim. E meu. Tenhamos dignidade. O Brasil arrecada impostos sim, toda nação necessita disso e a falha está em como se aplica (ou se desvia) esse montante.
Há incontáveis anos nos ensinaram a odiar os pobres, e o pior: colocaram na cabeça da “classe média” que ela ficará rica pisando nos pobres. Que querem pegar nosso dinheiro e dividir. Estou aqui, meu caro concidadão, para lhe assegurar que o discurso comunista está errado no que prega que se mate a galinha para dividir-lhe a carne. É preciso manter a galinha viva, trabalhando para repartirmos os ovos. Esse é o discurso. Quer que tudo funcione? Substitua seu ódio por ações eficazes de fiscalizar e exigir justiça quando pegarem sua parcela de responsabilidade (entenda impostos) pelos famintos, desalojados e carcinomas sociais e não derem o destino correto.
Prendam todos os bandidos.
O verdadeiro câncer da sociedade não nos assalta à mão armada.

Sobre a escrita

Não pensem que existe uma obsessão por publicar livros. Não sei se consigo explicar, mas hoje, a um passo de ter meu terceiro livro editado, o que bate em meu peito é uma angústia chata em substituição da velha e prazerosa ansiedade juvenil. Jogo a culpa no fato de o livro ser uma seleção de poemas: O poema que escrevi há três meses retrata o coração de um homem que deixou de existir há exatos três meses. O poema de ontem é do Bruno que existiu ontem.
Estaria pulando de alegria se pudesse escrever 50 poemas em um minuto e pegar o livro pronto ao entardecer. Mas no dia seguinte, esses poemas não me pertenceriam mais, seriam de qualquer pessoa que os levasse.
Estranha essa vida de habitar outros peitos.

Resenha

2018 começou a todo vapor!

Confira o que a blogueira viciada em livros Júlia Lima escreveu sobre o livro A Menina e o Equilibrista (clique na imagem abaixo). Aproveita e segue o blog dela, há muito conteúdo interessante!

Design sem nome

Long Distance Blues

Talvez um beijo fira mais que a ausência
E a distância, antítese do abraço
Seja nossa forma de permanência
Diferentes canções no mesmo compasso

Há vida na arte do desencontro
Embora tenhamos nos encontrado
Foi onde morri recostado em teu ombro
A arte da vida é morrer tendo amado

De longe renasço e vejo que cresce
Em viço, cores, aromas e prece
Sinto a tua presença e te alimento

Teu riso me faz sentir alegria
Permite-me o sonho de que algum dia
Ausência não seja nenhum ferimento