Pré Venda: POEMAS CLASSIFICADOS

A intenção era difundir a literatura e fazer mais gente descobrir o gosto pela poesia.
A ideia era publicar poemas na sessão de classificados do jornal regional.
O editor aderiu. O público também!
Logo os #PoemasClassificados ganharam também as redes sociais.
Agora, viraram livro!

E é com muito orgulho que venho anunciar que está aberta a pré venda desse novo livro! E o preço é bom! Se fosse possível adquirir cada jornal onde um desses poemas coloriu a sessão de classificados, o investimento seria em torno de R$150,00. Mas isso é impossível. Ademais, o Grupo Editorial Letramento nos fez a gentileza de reunir todos poemas em um belíssimo exemplar que será comercializado pela bagatela de R$24,90!

Então tá fácil, agora é só clicar na capa do livro (abaixo) e reservar o seu exemplar!

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Abraços!

Bruno Félix

Sobre a escrita

Não pensem que existe uma obsessão por publicar livros. Não sei se consigo explicar, mas hoje, a um passo de ter meu terceiro livro editado, o que bate em meu peito é uma angústia chata em substituição da velha e prazerosa ansiedade juvenil. Jogo a culpa no fato de o livro ser uma seleção de poemas: O poema que escrevi há três meses retrata o coração de um homem que deixou de existir há exatos três meses. O poema de ontem é do Bruno que existiu ontem.
Estaria pulando de alegria se pudesse escrever 50 poemas em um minuto e pegar o livro pronto ao entardecer. Mas no dia seguinte, esses poemas não me pertenceriam mais, seriam de qualquer pessoa que os levasse.
Estranha essa vida de habitar outros peitos.

Resenha

2018 começou a todo vapor!

Confira o que a blogueira viciada em livros Júlia Lima escreveu sobre o livro A Menina e o Equilibrista (clique na imagem abaixo). Aproveita e segue o blog dela, há muito conteúdo interessante!

Design sem nome

Long Distance Blues

Talvez um beijo fira mais que a ausência
E a distância, antítese do abraço
Seja nossa forma de permanência
Diferentes canções no mesmo compasso

Há vida na arte do desencontro
Embora tenhamos nos encontrado
Foi onde morri recostado em teu ombro
A arte da vida é morrer tendo amado

De longe renasço e vejo que cresce
Em viço, cores, aromas e prece
Sinto a tua presença e te alimento

Teu riso me faz sentir alegria
Permite-me o sonho de que algum dia
Ausência não seja nenhum ferimento

Mantra

Sou o camarão que dorme
E a onda não leva
Sou a vara que o vento não quebra
Sou só, mesmo assim sou feixe

Sou onde não chega a regra
Não caio na rede e sou peixe
Pela boca que ladra e morde
Nem morte, nem Roma: me deixe!

Sou o cego que teima em ver
Gato pardo quando quero ser
Tomo banho em água fria
Louco livre de manias

Sou o espeto de ferro
Sou o ferreiro e o ferido
Sou humano quando erro
E as batatas do vencido

Sou o alfa e o ômega onde piso
O primeiro e o último riso
O fogo que não faz fumaça
Caçador no dia da caça

Sou cabeça e sentença
A ocasião do perdão
O monge sem hábito
E sigo só:
Fazendo verão