Blues e Poesia na 16ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto

Sábado, dia 18, participarei novamente da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto. Nessa edição, representarei minha cidade ao lado dos Acadêmicos da APC, na qualidade de Membro Honorário. Em nossa mesa, pretendo contar um pouco da história do blues e como esse gênero musical influenciou não só minha música, mas também minha escrita. Alguns poemas d’O Busto de Adão serão recitados, sublinhados e/ou intercalados por clássicos do blues de Robert Johnson (sim, vou levar um violão para a Feira do Livro!). Ah, atualizei a AGENDA, mas fiquem de olho, semana que vem tem mais novidades musicais!

Clique no link abaixo para acessar a programação completa do evento!

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Abraços, e até lá!

Joana – O Minuto do Orvalho

Hoje recebi um exemplar do 2º Anuário da Nova Poesia Brasileira, onde, conforme eu disse aqui anteriormente, o poema que escrevi para minha filha Joana em agosto de 2015 foi publicado. Além da satisfação, da sensação de dever cumprido, recebi uma dose extra de combustível: o Certificado de Qualidade Literária, com direito à medalha!

Quero nesse post expressar minha gratidão à Literaria Academiae Lima Barreto/RJ e à Câmara Brasileira de Jovens Escritores. Ah, agradecimentos ultra especiais à minha filhota Joana, por me inspirar a escrever o singelo poema!

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Flipoços 2016 – Momento Poético

Acabo de chegar em casa após participar da 11ª Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas & Flipoços 2016. Lá, tive a honra de apresentar o Momento Poético ao lado do poeta Maurício Vieira, que atualmente reside em Paris. Em nossa mesa, intitulada Orfeu do Blues – da poesia grega aos menestréis do Mississippi,  traçamos uma linha de conexão entre a lira de Orfeu e a guitarra do delta blues, entre Hades e a Encruzilhada, para enfim chegarmos às nossas principais influências na escrita e finalmente a alguns poemas nossos.

Musicalmente, fomos acompanhados por Lorinho, grande músico Poços-Caldense que tive o prazer de conhecer na ocasião.

Voltei impressionado com a organização do evento, que além de receber a todos com extrema atenção e boa vontade, mantinha tudo fluindo na mais perfeita harmonia: horários da vasta programação cultural seguidos à risca, espaço SESC Flipoçinhos com teatro, contação de estórias para crianças além de outras atividades, palestras master de peso (tivemos a oportunidade de assistir à Monja Coen e aprender muito! – foto) e muitos convidados, editores, escritores, enfim, o prato cheio para bookaholics e afins.

Algumas fotos da apresentação do Orfeu do Blues, você pode conferir clicando na foto abaixo (aproveite e curta a página!):

Obrigado pela visita, e até a próxima!
Abraços poéticos,
Bruno.

Morrer de amor

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Se for para eu morrer de amor
Quero morrer de morte bem lenta
Mas que seja assim, violenta
Quiçá considerada brutal

Uma morte de amor sobrenatural
Mas que demore uma eternidade
De agonia, sem piedade
De orgia, de suplício transarino

E se para eu morrer de amor
Tiver mesmo que aparecer sangue
Quero que seja (não se zangue)
Tipo assim, um filme de Tarantino.

FLIPOÇOS 2016

No dia 03 de maio estarei na 11ª Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas/MG, compondo a mesa do momento poético ao lado do poeta Maurício Vieira. O nome da mesa é “Orfeu do Blues: da poesia grega aos menestréis do Mississippi.” Creio que o nome já transmite uma ideia bastante ampla sobre como se desenrolará esse bate papo, mas vale lembrar que haverá um violão ou dois, um bottleneck e alguns bons e velhos riffs do delta blues!

Ah, para a ocasião, Maurício e eu escrevemos um poema em parceria, que já adiantarei aqui no blog. Um Blues para Mariana:

Daqueles olhos cheios d’água
Uma lágrima desceu em seus lábios
Lábios que são pétalas de rosa,
A lágrima virou orvalho

Eu pensava em levá-la para longe
Dos homens que só a machucavam
Sem carinho só promessas
Cada dia um pouco mais

Toda aquela água me lembrava o mar
Olhos tempestuosos onde navegar eu temia
Quisera eu poder interromper aquela mágoa,
Com meu dedo no dique, estancar sua ferida

Mas suas fissuras eram profundas demais
De tanta pressão daqueles homens sem amor
Um dia ela simplesmente não aguentou mais
As águas de mariana se fizeram mar

  II

Ah, Mariana! Quem te viu, quem te vê
Que sina insana te feriu, e por quê?
Emprestaste ao mundo tua beleza
Em troca, recebeste apenas desprezo

Tua beleza natural foi maquiada
Aniquilada a troco de nada
Sugaram tuas riquezas
Teus anos dourados

Quantos bilhões valeriam teus olhos?
Pois eu daria o ouro do mundo inteiro
Para devolver-te o brilho de outrora.

Sim, eu daria minha vida
Minha poesia leviana
Só para ver sorrir Mariana

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